Volo Libero – Giulia Batelli

01/12/2009 · 1 Comentário

Música de outros ouvidos:

artes desconhecidas

Ouvidos que não estão acostumados a escutar música diferenciada passam sem perceber artes singelas que rodeiam uma sociedade. Já os que ouvem, sabem sentir com simplicidade uma música tocada em qualquer lugar que seja.

Por Isabella Corrêa, Giulia Batelli e Jefferson Bispo


Dia quente, pessoas correndo, tempo acelerado, bombardeamento de informações, filas enormes, aglomerações humanas. Os dias estressantes semeados pelas obrigações do cotidiano e o tempo que se torna cada vez menor, colaboram para que as pessoas esqueçam o belo que há em volta. O poder do dinheiro e a busca pelo prestígio fazem das coisas supérfluas, necessárias, e das coisas necessárias, supérfluas. Uma televisão ou carro do ano se tornam mais importantes do que alguns minutos ouvindo alguém tocar ou cantar, mais importantes do que apreciar um quadro artístico.

Há quem diga que para se ter acesso a cultura é preciso ter dinheiro, um carro e tempo. Na correria, as pessoas esquecem a infinidade de coisas que podem se tornar arte diante dos olhos. Para desfrutar a cultura não é necessário ir a um teatro, cinema ou concerto. As diversas formas de arte estão inseridas no dia a dia de quem mora dentro de um ambiente social razoavelmente civilizado. A cultura não é algo que se pode separar da sociedade. Ela cria uma sociedade sensível aos sentidos.  “O artista é criador de coisas belas. Revelar a arte e encobrir o artista é a razão de ser da arte”, já dizia Oscar Wilde. Existe arte em tudo, desde que haja olhos suficientemente capazes de enxergar, independente de quem a faz.

Brasília é um bom exemplo de arte oculta que se revela. Um lugar onde milhares de pessoas andam apressadas sem olhar para os lados, preocupados com o horário, com os compromissos inadiáveis, o engarrafamento e o salário no fim do mês. Sem precisar sair dos ambientes rotineiros, é possível ter acesso a cultura apenas prestando atenção ao redor. Existem bons artistas divulgando seus trabalhos nas ruas da cidade, mas não são vistos. De manhã cedo ao pegar um ônibus,no caminho para o trabalho ou escola, indo a um hospital ou clínica. Voltar de um dia exaustivo ouvindo alguém tocar na estação do metrô ou na rodoviária. Assim é a tentativa de alguns músicos da capital, tentar fazer surgir novos ouvidos e olhares para suas artes.

Um motorista na voz e violão


Um público amigo. No meio da música acenos e sorrisos. Luiz de Pietro Vieira (48) canta com a alma. Tanto sua

"A música é tudo para mim", declara Duda. Para ele, não há nada mais gratificante do que tocar, já que representa a própria vida.

aparência quanto a sua voz lembram a do cantor Lulu Santos. Demonstra tranquilidade e serenidade diante do microfone. Sabe o que está fazendo. Toca desde Tim Maia até Geraldo Azevedo. Faz no improviso o que pedirem e o faz com graça e vontade. Com a ajuda de um violão, teclado e alguns efeitos sonoros, ele realiza um show para si mesmo no bar em que toca. Sob mesas cheias de clientes, poucos são os que prestam atenção e, a música acaba sendo para ele próprio.

Pietro tem dois trabalhos. É motorista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e toca às sextas-feiras, por volta das 19 horas, no bar Varanda’s, na 713 Norte.

Duda, apelido de infância pelo qual é conhecido, estudou três anos de violão de seis cordas no Clube do Choro. Sempre viveu de música, porém nos últimos três anos passou a trabalhar no MMA.

Pietro foi estimulado a estudar música pela família e por amigos que tocam. O motorista já guarda na história a herança musical, sua mãe foi cantora de rádio e seu avô tocava violão erudito. Além de cantar, toca cavaquinho, teclado e violão. O músico já embalou as pessoas com música popular brasileira em alguns eventos do MMA. “A música me completa. É tudo para mim, o ar que eu respiro” declara.

Duda é divorciado e tem três filhos. A exemplo do pai, dois de seus três filhos são músicos. Apesar de terem começado há pouco tempo, os meninos tocam cavaquinho, violão e um deles toca percussão. Costumam se apresentar em clubes. Ao contrário do que se pode pensar, Pietro não pensa em montar uma banda com os filhos. Quer seguir carreira solo. Já compôs músicas e pretende lançar um CD feito em “fundo de quintal”, como brinca. Quando perguntado sobre divulgação de seu trabalho na internet, Duda afirmou não ter vontade de publicar suas músicas neste cyberespaço, dizendo que muita gente se aproveita, e que quer divulgar seu trabalho de boca em boca.

Assista a performance do artista aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=gDDObPjmpLk

Música para amenizar a dor


"Quando eu toco uma música que lembra algo, as pessoas se emocionam" diz Alan Cruz a respeito do seu trabalho como voluntário.

O baiano Alan Cruz (23) é um dos 13 músicos da empresa de laboratórios Sabin e voluntário do Hospital Universitário de Brasília (HUB) na 605 Norte, além de tocar na Igreja Nossa Senhora de Fátima na última terça-feira do mês.

A maior paixão sempre foi a música. Seus familiares, sendo a maioria do ramo musical, o incentivavam a seguir o mesmo destino, pois viam nele o talento herdado. “Sou música até morrer”, revela o cantor e violonista.

O trabalho no laboratório Sabin o fez perceber que nem sempre as pessoas param para perceber uma arte. Ele afirma que ao mesmo tempo em que algumas pessoas apreciam quando ele toca músicas, outras não recebem tão bem por estarem preocupadas. “Como músico nós temos o papel de tranquilizar, porque já foi provado cientificamente que a música ajuda nessa parte de amenizar a dor”. Este projeto de música no Sabin já tem oito anos, dos quais faz parte há um ano e nove meses. O intérprete faz trabalhos voluntários, dedica uma hora do seu dia para tocar em hospitais. Ele acredita que tocar para os doentes é um ofício muito gratificante. Se sente realizado em poder ajudá-los de alguma forma e mostrar a música como uma realidade mais bonita. “É mais gratificante para mim do que para eles”, confessa o baiano em relação ao trabalho que realiza como voluntário na ala de quimioterapia do hospital. Cruz diz fazer voluntariado desde a época em que fazia catequese quando precisavam de alguém para cantar na igreja.

Nascido em Livramento de Nossa Senhora, Alan Cruz começou a tocar aos dez anos de idade. Veio para Brasília em 2005 estudar música. Inicialmente, Brasília não estava em seus planos. Suas primeiras opções foram Rio de Janeiro e São Paulo. No final de Dezembro de 2004, lhe foi feito um convite para estudar na Capital, ao qual aceitou de prontidão. Ao chegar à cidade, percebeu que não conseguiria viver somente de música. Começou a trabalhar no STJ (Superior Tribunal da Justiça) como mensageiro, embora soubesse que não era isso o que queria realmente. Em 2008, Cruz ficou sabendo que estava sendo feitos testes com músicos no laboratório Sabin. Não hesitou e fez o teste, ao qual passou e pôde, enfim, deixar o emprego no STJ.

Assista a performance do artista aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=lRQ5uNCw6Jo

Boa música nos ônibus


Victor Lozano sempre esteve em contato direto com o transporte coletivo na Bolívia, seu país de origem. Quando tinha

"Quando é dia de pagamento todo mundo compra. Ai quando não é, só dão um trocado, uma ajuda", revela Vctor Lozano fazendo graça sobre os CDs que vendem nos ônibus.

30 anos, trabalhou como motorista de ônibus conduzindo os passageiros aos seus destinos. Hoje, na faixa dos 45, ele ainda o faz, mas de maneira diferenciada. Em vez de dirigir o automóvel, conduz os ouvidos de cada pessoa que espera dentro do ônibus.

Sua estrada como “músico de ônibus” começou quando a empresa de coletivos em que trabalhava quebrou. Desde então, viu sua vida resumida a quase nada. Sem emprego e dinheiro, não imaginava que sua trajetória iria voltar para o mesmo ciclo de antes, exceto por um diferencial importante: não dirigia mais um  ônibus, mas embalava o som dos trajetos e fazia algo prazeroso sendo músico, embora, para ele, as duas funções o satisfaria de forma similar. “Acho que poderia ser as duas coisas. Ser motorista de manhã e depois trabalhar como músico”, afirmou o boliviano.

O som chama a todos com um ritmo regional muito envolvente. É levado por um sicus, espécie de flauta, típico andino, e um instrumento semelhante ao violão, denominado charango. Para acompanhar a música, o filho, Erick Lozano, toca um bombo. Cria-se um clima confortável e irreverente, despertando os sonolentos e chamando a atenção dos dispersos. Uma das músicas tocadas, tornerai tornero, típica canção italiana, foi recebida com emoção. “Isso que eles fazem é mágico”, afirmou uma das passageiras que acompanharam os músicos em um trajeto.

Victor Lozano começou a tocar em 1995 quando uns amigos o chamaram para ir a Argentina trabalhar com um grupo musical. Ao conhecer Assunção, capital do Paraguai, o convidaram para tocar no Brasil. Conheceu inúmeras cidades brasileiras até chegar a Brasília, onde vive há cinco anos. O músico pai de família também já tocou em diversos países da América latina como: Chile, Argentina, Equador, Colômbia, Paraguai, Peru e Brasil. Deixou esposa, quatro filhos e vários netos para trás em busca do sonho de seguir andando com a música. A família, no entanto, sempre o incentivou a não desistir. “Acham que aqui no Brasil um homem pode viver da música”, revela o filho dizendo o que os familiares pensam sobre o ramo musical no país. Os dois enfatizam, ainda, como Brasília é receptiva ao trabalho artístico que realizam. “É um povo muito hospitaleiro. Gosto bastante das pessoas, quando vêem que são de fora eles ajudam muito” diz Victor.

Assista a performance dos artistas aqui

http://www.youtube.com/watch?v=dV3_dmq76Zw

Um rock diferente


"Eu sou movido à música e o tempo todo estou escutando um som", confessa motorista mostrando a capa do seu primeiro CD.

Pop Rock gospel, esse é o som produzido por Maicon Figueredo (29), integrante da Banda gospel Hevron. O músico, além de trabalhar como motorista no Ministério do Meio Ambiente (MMA), realiza aos finais de semana, apresentações da banda religiosa tocando guitarra.

Seu interesse pela musica começou aos 13 anos, ouvindo grandes artistas do rock como Guns N’ Roses e Metállica. Seu pai o presenteou com sua primeira guitarra e, desde então seu interesse pela música foi crescendo cada vez mais. Maicon, como simplesmente prefere ser chamado, passou a ter aulas de música para dominar o instrumento e tocar pelas casas de shows.

A participação na banda Lady Jane deu inicio a carreira como guitarrista. A banda era voltada para o rock e já vinha conquistando um público cativo na década de 90 em Brasília. Cerca de três anos, a banda se desfez por haver desentendimentos entre os integrantes. “A gente optou por mudar o trabalho. Conciliar banda é um trabalho! É como se fosse um casamento, têm que se dar muito bem com as pessoas, e chegou um tempo que a galera já não estava se dando bem”, justifica o músico sobre o fim da antiga banda.

Já o ingresso na vertente religiosa da música, se deu por problemas com a bebida, que o fez passar por alguns constrangimentos. Maicon diz que bebia muito quando tocava em bares e casas de show. Estava cada vez mais perto de atingir o sucesso musical com sua banda e se sentir mais perto da fama, a ponto de esquecer o principal motivo por estar lá: a música. Ele não se via mais diante de si próprio, já não era o mesmo. Para sanar esse problema, percebeu que precisava de ajuda, e a encontrou na Igreja. “Eu tinha problemas com álcool. Foi o motivo de eu procurar a força maior, que é Deus, para que eu pudesse mudar minha vida”, confessa. Hoje ele é integrante da banda Hevron, grupo religioso que usa as músicas para pregar a palavra de Deus.

Como motorista e musico aos finais de semana, ele diz que apesar de ser corrido, é gratificante fazer o que ama. “O objetivo é chegar a viver com musica”, diz o músico, mostrando o primeiro CD gravado pela banda com o titulo Hevron – Filhos da Luz, que esta sendo produzido em São Paulo e terá seu lançamento no dia 30 de Novembro, na Avenida central do Novo Gama-DF.

Escute a performance da banda:

http://www.youtube.com/watch?v=yoEP2IiZAaY

Contato:

Luiz de Pietro Vieira

pietroluiz@yahoo.com.br

telefone: (61) 33171032

Alan Cruz

alancanta@hotmail.com

Telefone: (61) 96085113

Victor Lozano e Erik Lozano

panchito_charango@hotmail.com

Maicon Figueredo Lima

maiconfll@hotmail.com

www.myspace.com/bandahevron

Telefones: (61) 91589310 – (61) 36299432

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Entre livros, músicas e fotos um caminho é traçado

17/11/2009 · 1 Comentário

Um jeitinho tímido e um sorriso largo. Deste modo, Isabella Corrêa cativa a todos. Quando começa a falar, impressiona com tanta cultura e conhecimento por trás de sua modéstia. Com 19 anos, sua maior ambição é ter uma enorme biblioteca particular. Passa boa parte do seu tempo lendo, e já leu muitos livros em sua trajetória. Desde Capote até Dostoievsky. Em uma entrevista, chegou a brincar que se fosse completamente poderosa ‘distribuiria livros, exigiria publicação de mais exemplares de grandes títulos literários’. Ela também gostaria de provar que ‘ler aumenta o poder’.

Isabella Corrêa

Foto do acervo pessoal de Isabella

O gosto pela leitura a direcionou na escolha da profissão de Jornalista. Tem como fonte de inspiração os grandes escritores que são, também, jornalistas como Gabriel Garcia Marquez, José Saramago, Machado de Assis, Olavo Bilac e George Orwell. Pretende investir no Jornalismo Literário. Além de jornalista, diz querer ser escritora.

Como todas as pessoas, Isabella também carrega os seus receios e inseguranças. A fotografia permite que ela entre em outro mundo. Um mundo que ela mesma cria. Talentosa e bastante criativa tira fotos interessantes com o seu jeito de ser.

A futura jornalista gosta de fazer programas culturais com seus amigos e seu namorado. Aprecia Jazz, bossa nova, música erudita e chorinho. Apresenta-se pelo menos uma vez ao ano na escola de música em que pratica canto. Atualmente, está tendo aulas de piano e não vê a hora de poder comprar um.

Isabella não acredita ser o tipo de pessoa que expressa seus sentimentos de maneira clara. Sente dificuldade de dizer o que pensa e o que sente. Ela ‘confia muito nas pessoas que ama, mais profundamente do que muitas vezes aparenta’ alegou Reinaldo Alencar, namorado da moça. Seu amigo Elder Taciano afirma que Isabella demonstra afeto ‘mais com atos do que com palavras’. Pode não saber dizer, mas consegue expressá-lo de maneira coerente.

Reflexiva, Isabella pensa muito antes de tomar uma decisão. Até uma simples ação de comprar lanche a faz questionar. Tem uma personalidade forte, mas seus traços ainda não estão bem definidos. ‘Acho que é adequado dizer que ela está construindo seus pensamentos. Suas ideias mudam rapidamente. Talvez porque ela esteja cultivando o hábito de se questionar com maior frequência., disse Reinaldo.

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Objetos ganham nova função em biblioteca

03/11/2009 · 6 Comentários

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Banco de carretéis - Foto de Giulia Batelli

Muito se fala sobre sustentabilidade, reciclagem e reutilização de materiais. Quem deu exemplo foi o Ministério do Meio Ambiente (MMA). No fim do mês de Outubro, foi inaugurada a biblioteca do MMA composta por materiais que adquiriram uma nova função. Luminárias feitas a partir de disco de vinil e folhas de revistas. Cadeiras revestidas com banner. Banco de carretéis doados pela CDL. As mesas dos computadores foram feitas com barris partidos ao meio. Em cima de uma das mesas, um boneco decorativo feito de peças de veículos. Uma parede feita com cinco mil listas telefônicas para melhorar a acústica do local. Na entrada, um painel com características expressionistas que ocupa uma extensa parede foi doado pelo próprio criador, o artista plástico Nemm.
Mesas dos computadores - Foto de Giulia Batelli

Entre 100 a 150 pessoas compareceram ao evento inauguracional. Raniere Medeiros Silva, 40, funcionário do MMA, entreteu os convidados cantando música sertaneja. O ministro do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc , chegou com pouco mais de uma hora de atraso. Estava em uma reunião na Casa Civil com a ministra Dilma Rousseff antes do evento iniciar. Foi entregue ao ministro um colete feito com um banner da campanha ‘saco é um saco’. Uma homenagem ao Minc que gosta de coletes.

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Ao fundo, a parede feita com 5 mil listas telefônicas - Foto de Giulia Batelli

A biblioteca tem 300 metros quadrados, e está localizada no Edifício Marie Prendi Cruz na 505 Norte, anexo do Ministério. O projeto e a obra duraram um mês e meio. O Ministério do Meio Ambiente gastou 45 mil reais com equipamentos e instalações elétricas. Importante ressaltar que foi economizado 150 mil reais por causa de doações. Por ano, passam 60 mil pessoas pela biblioteca. Com estas mudanças, pretende-se aumentar o número de visitantes. Está aberta a visitação para o público em geral.

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Pequena análise do filme “Muito Além do Jardim” com base na Teoria Crítica

02/11/2009 · Deixe um comentário

No filme “Muito Além do Jardim” (1979), o personagem principal, o jardineiro Chance (Peter Sellers), vive preso à televisão sem viver sua realidade. Todas as ações de Chance são pautadas pela televisão que, no caso, é a dominação social. O jardineiro reproduz tudo o que assiste sem fazer algum tipo de reflexão.

beingthereCom o decorrer do filme, o personagem se define com uma ingenuidade que beira a alienação. Desconhece o mundo, as relações interpessoais e as tecnologias. Quando questionado sobre seus gostos, Chance afirma que gosta apenas de assistir TV. Há um artigo, publicado na Folha de São Paulo em 2005, em que a colunista Bia Abramo expõe sua opinião sobre a televisão. Este artigo é relevante para a análise deste filme. “A televisão é, de certa forma, avessa ao pensamento. O fluxo de imagens sem hierarquia, a linguagem que estabelece sua sintaxe pela alternância de sensações, a ausência de silêncios; tudo isso conspira contra o pensar. O que, aliás, é justamente um dos atrativos da televisão, ou seja, sua capacidade de amortecer o pensamento, fazer esquecer, alienar, é um dos principais motivos de sua enorme popularidade”.

A Teoria Crítica tem como propósito desenvolver cidadãos capazes de pensarem livremente, sem atuação da dominação social. Cidadãos que não perdem o senso crítico, não se deixam levar pelos programas veiculados pelos meios de comunicação, diferentemente de Chance.

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Algumas boas reflexões

13/10/2009 · 1 Comentário

Jerry Seinfeld - Divulgação pela internet

Jerry Seinfeld - Divulgação pela internet

Autor da obra ‘O melhor livro sobre nada’, o norte-americano Jerry Seinfeld é humorista. Em seu livro, há muitos pensamentos sobre diversos tipos de assunto. Algumas vezes, escreve de maneira curiosa, inteligente e divertida. Entretanto, é bastante criticado e julgado como preconceituoso por fazer piadas com análises vazias. Um dos pensamentos interessantes, com o qual Seinfeld inicia a introdução do livro, ‘Adoro livrarias. São as únicas provas concretas de que as pessoas ainda estão pensando’. Excelente livro para quem gosta de divagar. E, como aconselhou Seinfeld, ’se a alguma altura você notar que não está achando graça, mantenha o sorriso e siga em frente’.

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Opinião de um Jornalista sobre o diploma

18/09/2009 · 1 Comentário

O jornalista Felipe Pena - Foto retirada do site da Globo

O jornalista Felipe Pena - Foto retirada do site da Globo

O Jornalista Felipe Pena apresenta a importância do diploma de jornalismo na introdução de seu livro ‘Teoria do Jornalismo’. Colocarei aqui alguns fragmentos que resumem o pensamento deste autor:

‘Na sociedade pós-industrial, não há bem mais valioso que a informação. (…) A questão é: se, no capitalismo tardio, a informação é tão estratégica , quem serão seus mediadores? Nesse ponto é que o jornalismo assume função vital. (…) Com a convergência tecnológica, que traz a hibridização de contextos midiáticos e culturais em fluxos de informação com velocidade cada vez mais acelerada, o profissional da imprensa precisa ter uma formação sólida e específica para assumir o papel mediador. Em outras palavras, ele precisa ser especialista. (…) Da mesma forma, acredito que os defensores da desregulamentação da profissão são os mesmos que lutam pelo controle do fluxo de informação nos megaconglomerados de mídia e, por isso, não têm interesse que o espaço público seja mediado por profissionais coerentes e bem formados (…). A reflexão acadêmica é fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico (…). O ideal é juntar experiência profissional e reflexão acadêmica. (…) na maioria dos países, o diploma não é obrigatório, mas a exigência acadêmica é grande. Na França, por exemplo, o jornalismo costuma ser frequentado por intelectuais de alta patente e tem forte tradição cultural e política.’

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Sarney fora! Já chegou a sua hora!

04/09/2009 · Deixe um comentário

Divulgação pela internet

Divulgação pela internet

Haverá uma manifestação às 7 horas da manhã, no dia 7 de Setembro (Segunda-Feira) exigindo ‘Fora Sarney’. A concentração será na rodoviária do Plano Piloto. Mais especificamente, será ao lado da escada rolante próxima ao metrô. Se puder, levar cartazes, apitos e megafone.

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Tome Nota: Fazer o bem sem olhar a quem, literalmente

22/08/2009 · Deixe um comentário

Para ajudar não é preciso, necessariamente, sair de casa. Através do site Voluntários Online, acessado por esse link http://www.voluntariosonline.org.br/, pode-se ajudar pessoas ou causas com o uso da internet. As tarefas destinadas aos voluntários online variam entre divulgar um evento ao máximo de pessoas que conseguir à traduzir documentos da Língua Inglesa para a Língua Portuguesa. O site oferece a opção de visualizar trabalhos voluntários por cidade. Exatas 349 organizações estão cadastradas no site à espera de contribuição.

Divulgação Pela Internet

Divulgação Pela Internet

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Uma verdadeira engenhoca musical

18/08/2009 · 1 Comentário

Músicos do grupo FOUND criaram uma curiosíssima máquina, um robô-armário que toca músicas de acordo com os seus sentimentos. Estes estão relacionados a sua popularidade na internet. Cybraphon, o robô musical, associa emoções a trechos distintos de música e as recombina a cada variação de popularidade. Cybraphon está exposto no Festival de Artes de Edimburgo. No vídeo a seguir pode-se conferir a primeira musica do robô.

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Curiosidade: Habilidade indiscutível

11/08/2009 · 1 Comentário

Esculturas de Maurizio Savini - Divulgação da internet

Esculturas de Maurizio Savini - Divulgação da internet

O autor dessas esculturas é o italiano Maurizio Savini. Todas elas foram feitas com chiclete. O vídeo a seguir é um entrevista com o artista. Entretanto, o áudio é em italiano e não há legenda em português.

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