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	<title>Volo Libero - Giulia Batelli</title>
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		<title>Volo Libero - Giulia Batelli</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 02:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Cora Coralina]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela janela do seu quarto, Cora Coralina podia se ver dentro de uma pintura. Quando olhava para dentro de casa, porém, enxergava preconceito. Foi o lado de fora, então, que Cora escolheu para viver.  Com seu jeito simples, descreveu o &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2011/06/29/478/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=478&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_479" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2011/06/3.jpg"><img class="size-medium wp-image-479" title="Casa da Cora Coralina" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2011/06/3.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Casa da Cora Coralina (Foto: Giulia Batelli)</p></div>
<p>Pela janela do seu quarto, Cora Coralina podia se ver dentro de uma pintura. Quando olhava para dentro de casa, porém, enxergava preconceito. Foi o lado de fora, então, que Cora escolheu para viver.  Com seu jeito simples, descreveu o que estava ao alcance de seus olhos sensíveis, como o rio vermelho, vidraça do céu.</p>
<p>Doceira. Era assim que gostava de ser conhecida. O que Cora não percebia é que fazia doce tanto para o deleite do corpo quanto da alma. Os traços de suas rugas eram tão fortes e tão expressivos em seu rosto que revelavam a inquietude de seus pensamentos.</p>
<p>Suas palavras eram tantas que aos poucos Cora foi perdendo o ar até ele acabar de vez. Para muitos, Cora só viveu depois de sua morte. Até então sua existência era quase desconhecida. No dia em que seu corpo foi enterrado, apenas as poesias lhe fizeram companhia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/478/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/478/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=478&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“Lixeiros”</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 23:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem são as pessoas que coletam o seu lixo e quais são os riscos que elas correm Correndo atrás do caminhão e segurando sacos de lixo, Paulo Gonçalves, 33, pulou no estribo cheio de cascas de banana e escorregou. Se &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/12/18/%e2%80%9clixeiros%e2%80%9d/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=470&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Quem são as pessoas que coletam o seu lixo e quais são os riscos que elas correm</em></p>
<p style="text-align:justify;">Correndo atrás do caminhão e segurando sacos de lixo, Paulo Gonçalves, 33, pulou no estribo cheio de cascas de banana e escorregou. Se em desenho animado essa cena só rende risada, na vida real rendeu a Paulo 11 dias de atestado pela sua perna machucada. Acidente é o que não falta na corrida diária da coleta de lixo em Brasília. O coletor Wellington Silva, 32, afirma que quem trabalha na coleta vive tenso, “ porque é um trabalho perigoso. (O profissional) tem que ter coragem” e tem que estar precisando muito de dinheiro, garante.</p>
<p style="text-align:justify;"><img title="Mais..." src="http://muraldoiesb.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><span id="more-470"></span></p>
<p style="text-align:justify;">As luvas e as botas são de borracha. As roupas, de malha. A reclamação mais frequente dos coletores é a de que o uniforme que usam não é suficiente para protegê-los. “A gente merece mais proteção para trabalhar, devido ao serviço. A luva deveria ser de couro”, alega Wellington.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Urbana no DF (SINDLURB), Marcio Luis de Sales, o uniforme dos coletores está de acordo com a lei. ”As luvas de couro só são usadas pelos coletores que fazem a coleta hospitalar por esse lixo ser mais insalubre. Para os coletores de lixo domiciliar, tem que ser emborrachada para dar mobilidade”, alega Sales. Ainda aponta que as pessoas precisam se conscientizar “quando forem armazenar seu lixo para que não aconteça algum tipo de acidente com os trabalhadores.”</p>
<p style="text-align:justify;">Há situações em que não basta estar protegido, é preciso que o profissional esteja atento. Paulo conta que conhece pessoas que perderam dedo no</p>
<div style="text-align:justify;">
<dl>
<dt><a href="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/c3a9-comum-os-coletores-perderem-ou-machucarem-alguma-parte-dos-seus-corpos-no-compactador.jpg"><img title="É comum os coletores perderem ou machucarem alguma parte dos seus corpos no compactador" src="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/c3a9-comum-os-coletores-perderem-ou-machucarem-alguma-parte-dos-seus-corpos-no-compactador.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></dt>
<dd>É comum os coletores perderem ou machucarem alguma parte dos seus corpos no compactador   (Foto: Giulia Batelli)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">compactador do caminhão. Wellington relata que um colega de trabalho costumava andar com uma das pernas na parte de dentro do caminhão até o momento em que se descuidou e a perdeu. Procurados pela reportagem, representantes do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) não concederam entrevista. Segundo Sales, são feitas palestras sobre precauções apenas para os novos funcionários da empresa. O presidente do sindicato acrescenta que os coletores acabam se machucando “no anseio de fazer o serviço logo, ou por falta de atenção.”</p>
<p style="text-align:justify;">O conteúdo dos sacos de lixo também é perigoso. No pronto-socorro de cirurgia e de clínica da Ceilândia, Emanuel Damasceno, 25, acompanhou o caso de um coletor que, segundo relato, deveria ter por volta dos 20 anos e apresentava uma “lesão perfuro contundente.” O trabalhador pegou, sem luva grossa de proteção, um saco de lixo com “um espeto de ‘churrasquinho de gato’ que trespassou a mão entre o 2° e 3° dedos.”</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dificuldades</strong></p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com os coletores e o presidente do SINDLURB, nenhum funcionário do SLU tem plano de saúde. “Não dão assistência médica. Estamos lutando para que nesse próximo ano seja implantando o plano de saúde para todos trabalhadores”, garante Sales. Os coletores ainda afirmam que só tem um médico disponível para eles e que os atende em um determinado horário. Depois que passa esse horário, eles têm que recorrer a hospital público. Sales diz que o sindicato busca “uma melhor condição de trabalho para esses funcionários fazendo as denúncias necessárias.”</p>
<p style="text-align:justify;">O salário não é, nem de longe, atraente para os coletores, mas alegam que não há muita escolha. Wellington comenta que “pelo preço que as coisas estão hoje, (o salário) é pouco. Pelo serviço que fazemos, deveríamos ganhar mais”. Os coletores recebem 714 reais por mês. Sendo que, 510 é, de fato, o salário e 204 reais de insalubridade.</p>
<p style="text-align:justify;">O SLU foi contatado para falar sobre essas questões, mas não respondeu às nossas tentativas de entrevista.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O trabalho</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Paulo e Wellington trabalham juntos em um caminhão de apoio. José Abílio Pereira, 32, motorista desse caminhão, conta que a empresa os envia “onde tiver o pepino”. Ao meio dia começa a jornada de um trabalho sem rota</p>
<div style="text-align:justify;">
<dl>
<dt><a href="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/foto-2.jpg"><img title="Da direita para esquerda: José Abílio, Wellington Silva e Paulo Gonçalves" src="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/foto-2.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></dt>
<dd>Da direita para esquerda: José Abílio, Wellington Silva e Paulo Gonçalves (Foto: Giulia Batelli)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">certa e sem hora para terminar. “A gente já saiu as 2h e até as 5h da manhã” enuncia Wellington.</p>
<p style="text-align:justify;">Os coletores reclamam que quase não têm horas livres e que quando têm, não conseguem fazer nada além de descansar. Trabalham de Segunda a Sábado e são escalados a cada 15 dias para trabalhar no Domingo. “A gente fica em casa para descansar. A gente não tem ânimo para fazer algo. Nem para namorar eu tenho tempo”, diz Wellington. “Domingo é dormir o dia todo”, confirma José Abílio.</p>
<p style="text-align:justify;">Wellington trabalha como coletor há sete meses, mas prevê a sua saída no</p>
<div style="text-align:justify;">
<dl>
<dt><a href="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/nem-os-bombeiros-tc3aam-o-preparo-fc3adsico-que-a-gente-tem-constata-wellington1.jpg"><img title="'Nem os bombeiros têm o preparo físico que a gente tem', constata Wellington" src="http://muraldoiesb.files.wordpress.com/2010/11/nem-os-bombeiros-tc3aam-o-preparo-fc3adsico-que-a-gente-tem-constata-wellington1.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></dt>
<dd>&#8216;Nem os bombeiros têm o preparo físico que a gente tem&#8217;, constata Wellington (Foto: Giulia Batelli)</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">fim do mês de Dezembro. Antes desse emprego, fazia de tudo para sobreviver. O coletor se define como um profissional autônomo. Wellington gostaria de conseguir um emprego melhor, mas garante que não tem tempo para estudar. “Uma profissão que eu investiria e que eu gosto bastante é a mecânica. É um serviço prático e que oferece segurança. O que eu sei hoje na parte de mecânica, aprendi olhando. Não tive oportunidade.”</p>
<p style="text-align:justify;">Desde os 20 anos de idade, José Abílio exerce a profissão escolhida ainda quando criança. Lamenta não poder passar mais tempo com seus filhos, mas não pensa em deixar de ser motorista.</p>
<p style="text-align:justify;">O último trabalho de Paulo foi em uma panificadora. Fazia pães e salgadinhos no período da noite. Que nem Wellington, trabalha como coletor há sete meses. Apesar de saber do perigo da profissão, afirma que é melhor do que ficar desempregado. Para Paulo, pior era ser padeiro e ter que virar todas as noites. “É um serviço que, também, não tem horário para sair” alega Paulo. E, ainda, acrescenta: “Se hoje eu tivesse 18 ou 20 anos, eu procuraria outra profissão, mas como estou mais velho nem tenho ideia do que faria. Mas eu tenho vontade de estudar. Eu quase terminei o segundo grau, mas o serviço nunca deixou eu terminar de estudar. O tempo é muito curto.”</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O preconceito</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O nome do profissional é coletor de lixo. Lixeiro, apesar de ser popular, carrega um sentido pejorativo para esses funcionários. Wellington desabafa que se a namorada descobrir que ele “trabalha de lixeiro” não vai mais querer namorá-lo. “Tem a discriminação”, complementa.</p>
<p style="text-align:justify;">José se indigna porque tem pessoas que saem correndo de perto deles. “Tem pessoas que reconhecem o nosso trabalho, mas tem outras que não. No local de pessoas civilizadas, elas veem como um trabalho digno. Elas reconhecem e, no fim do ano, retribuem com uma cesta básica, uma quantia em dinheiro. As pessoas são assim no Lago Norte, no Lago Sul e Setor de Mansões”, depõe Wellington. O coletor ainda acrescenta que “as pessoas de baixa renda”, como “as empregadas do lar”, jogam o lixo em vez de entregar em mãos. “Não sei se eles têm medo da gente ser bandido disfarçado”, reflete.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando alguém pergunta qual a profissão deles, eles respondem que trabalham na coleta. Por não ser o termo mais comum, “tem gente que pensa que é a coleta de dinheiro da Igreja”, Wellington conta sorrindo.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/470/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/470/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=470&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>De braços abertos</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 02:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre imaginei que intensas mudanças internas fossem coisas de jovens e que velhos teriam aprendido a ter domínio daquilo que é e pensa. Sabia que aquelas carinhas enrugadas mostravam que a vida não era fácil e indicavam que eu me &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/12/10/de-bracos-abertos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=461&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Sempre imaginei que intensas mudanças internas fossem coisas de jovens e que velhos teriam aprendido a ter domínio daquilo que é e pensa. Sabia que aquelas carinhas enrugadas mostravam que a vida não era fácil e indicavam que eu me tornaria uma pessoa bem diferente daquela que fui quando nasci. Pelo menos, minha avó passava a impressão de que a velhice era a fase mais calma da vida. Só agora, nos meus 95 anos, que acho que ela deveria ter sido assim a vida toda e que eu perdi a explicação para isso. Porquê de calmo, essa porra não tem nada.</div>
<div style="text-align:justify;">
<p>Cansei de dizer aos empacotadores de supermercado que não juntassem produtos de limpeza com os de cozinha. Também, nem falo mais algo quando alguém me pede dinheiro na rua. Quando eu tenho, eu dou. Não fico desfiando horas e horas o discurso de que ele (ou ela) tem saúde para conseguir um emprego, mesmo que seja meia boca. E que tem muita gente que saiu do asfalto e foi parar no arranha céu.</p>
<p>Já estou saturado com o que tem passado na televisão. Tanto os programas quanto os noticiários parecem ter um número bem limitado de edições que ficam alternando durante o ano. Além do que, os produtos televisivos parecem estar divididos entre &#8220;o que a gente vive&#8221; e &#8220;o que a gente gostaria de viver.&#8221; Isso tudo me traz uma grande irritação.</p>
<p>Nem ir a restaurante eu vou. Os cozinheiros não usam luvas. Os atendentes têm memória curta. O caixa sempre tem o valor menor do que o troco que eu preciso. O ar-condicionado está sempre em baixíssima temperatura, a ponto de me encaminhar uma gripe no momento em que eu garfo, pela primeira vez, a comida que fica gelada no trajeto do prato à boca.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, o bom é que eu posso ter longas conversas com jovens bonitas sem ser enxotado logo de cara por nunca considerarem as minhas intenções como segundas. E o fantástico de chegar nessa idade é poder libertar todos os segredos que a gente carrega durante a vida. Percebi que fui mais feliz criança porquê não achava que as pessoas poderiam pensar mal de mim por algo que eu podia fazer e falar. Fiquei despudorado quando aposentei o filtro.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, agora, no hospital, sinto que o cotidiano não deveria ter esse gosto de comida sem sabor ou vir com um sabor mais forte do que o nosso paladar aprecia.</p>
<p style="text-align:justify;">Percebo que as pessoas subestimam os meus problemas só porquê estou mais velho. Como se eu tivesse desaprendido a suportar os problemas da vida. Todo mundo sempre critica, mas nunca sabem o que se passa, de fato, com a gente. Só eu sei que em 95 anos cabe muita vida. Não espero que me entendam por eu querer sentir algo novo. Algo que eu não tenha sentido durante esse tempo. Quero sentir a paz que minha avó sentia em vida. Um vento no rosto, um espírito mais leve e os braços a alçar o vôo.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Crônica sobre o fato do cineasta italiano Mario Monicelli ter se suicidado aos 95 anos. Monicelli estava em fase terminal em decorrência de um câncer de próstata e pulou da janela do quarto andar do hospital em que estava internado.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Uma simples homenagem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/461/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/461/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=461&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O doentio gosto pelo jornalismo</title>
		<link>http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/08/11/o-doentio-gosto-pelo-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 20:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[O sentimento de orgulho e vitória se esgota rápido. Logo temos que arregaçar a manga e trabalhar novamente. Mas é o tipo de sentimento que a gente se vicia e fica recordando enquanto pensa nos deveres reservados para o dia. &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/08/11/o-doentio-gosto-pelo-jornalismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=448&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sentimento de orgulho e vitória se esgota rápido. Logo temos que arregaçar a manga e trabalhar novamente. Mas é o tipo de sentimento que a gente se vicia e fica recordando enquanto pensa nos deveres reservados para o dia.</p>
<p>Talvez em qualquer outra profissão a sensação se prolongue, chegando a durar alguns meses, mas para jornalistas é a mesma duração de uma notícia. Todos os dias os repórteres vão à rua para buscar as notícias e voltam à redação para redigi-la. Se bem feita, o rosto esquenta quando percebemos que cumprimos a nossa função. É como entrar em um banho quente após um dia frio. Depois de uma longa apuração, o texto pronto somado aos elogios do chefe incita êxtase. Vem um arrepio de alívio. Isto até me lembra uma parte do livro do Machado de Assis, <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>.  Em que é descrita a sensação de tirar os sapatos apertados no fim do dia. O alívio ao tirar é tão gostoso, que Brás Cubas usa sapatos pequenos.</p>
<p>  Meu sapato pequeno seria a escolha da profissão de jornalista. O tempo aperta e eu não tenho espaço para fazer muita coisa. Posso apenas fazer o básico, aquilo que me permite ficar equilibrada. Reduzo e encolho as minhas (não tão) pequenas atividades supérfluas. Aliás, quando me permito pôr um chinelo, a satisfação é ainda maior do que se o usasse cotidianamente. Acaba que além de todo o alívio e satisfação, traz vida aos dias. É mais uma forma de se sentir vivo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/448/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=448&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um fim inesperado</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Osborne]]></category>
		<category><![CDATA[O Visitante Inesperado]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao ler um livro da Agatha Christie, o leitor se propõe a descobrir o criminoso apenas nas últimas páginas. Por mais  que, passados uns capítulos, se faça uma leve ideia de quem possa ser, o fim é sempre surpreendente. Impressionante &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/07/29/um-fim-inesperado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=440&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler um livro da Agatha Christie, o leitor se propõe a descobrir o criminoso apenas nas últimas páginas. Por mais</p>
<div id="attachment_443" class="wp-caption alignright" style="width: 144px"><a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/07/o-visitante-inesperado-cp.jpg"><img class="size-full wp-image-443" title="Capa do livro &quot;O Visitante Inesperado&quot;" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/07/o-visitante-inesperado-cp.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro &quot;O Visitante Inesperado&quot;</p></div>
<p> que, passados uns capítulos, se faça uma leve ideia de quem possa ser, o fim é sempre surpreendente.</p>
<p>Impressionante é ler o livro “O Visitante Inesperado”. Escrita como peça teatral por Agatha e transformada em romance por Charles Osborne, biografo de Agatha, a narrativa juntou o melhor dos dois gêneros. Tem a dinâmica de uma peça, porém com descrições que aumentam o mistério, característico de um romance policial.</p>
<p>A história se inicia com o Michael Starkwedder atolando o carro em frente a uma mansão. Quando bate à porta da casa para pedir ajuda, encontra o corpo de Robert Warwick. Após um tempo, percebe uma mulher estática segurando uma arma. Starkwedder, sentindo a agitação da possibilidade de agir como detetive, mesmo que amador, a questiona sobre o assassinato. Ele a ajuda a incriminar uma outra pessoa e descobre que ela não foi a responsável. A partir deste novo fato, o visitante inesperado vai perpassando sua lanterna inquisidora  por cada personagem a fim de descobrir o verdadeiro assassino. Como era de se esperar de uma história da Agatha, o final é muito bem articulado, muito inteligente e faz o leitor se sentir satisfeito com a resolução do caso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/440/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=440&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Capa do livro &#34;O Visitante Inesperado&#34;</media:title>
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		<title>De quando eu comecei a ler</title>
		<link>http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/07/13/de-quando-eu-comecei-a-ler/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 00:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre li muito pouco. Até gostava da sensação quando terminava um livro, mas a preguiça era maior do que o meu interesse. Infelizmente. No meu aniversário de 18 anos (agora eu estou a dois meses de completar 20 anos) ganhei &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/07/13/de-quando-eu-comecei-a-ler/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=436&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Sempre li muito pouco. Até gostava da sensação quando terminava um livro, mas a preguiça era maior do que o meu interesse. Infelizmente.</p>
<p style="text-align:justify;">No meu aniversário de 18 anos (agora eu estou a dois meses de completar 20 anos) ganhei de uma grande amiga o gosto pela leitura. Ela não só me deu um livro, como ela me presenteou com a insaciabilidade pelos livros.</p>
<p style="text-align:justify;">As folhas (assim que eu ganhei, eu notei) tinham um cheiro adocicado como em nenhum outro livro. Minha amiga jurou não ter passado nenhuma colônia. Mas eu sentia um perfume nele. Parecia que o conteúdo do livro exalava este cheiro. Eu gosto de pensar assim. Nem tenho dúvida quanto a suavidade e a agradabilidade que têm nas palavras como em seu perfume.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu ficava com medo do cheiro se perder e ficar com um cheiro de livro normal. Este livro, definitivamente,  não é normal.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, eu não o deixo em um canto especial na minha prateleira. Ele ficou lá por muito tempo. Emprestei uma vez. O cheiro permaneceu. E, assim, fui emprestando. A quem eu o emprestava, eu via a força do contágio. As pessoas, verdadeiramente, liam mais e o perfume resistia.</p>
<p style="text-align:justify;">Me senti fundadora de uma religião. Difundindo a palavra de alguém e dizendo que fui curada. A minha preguiça se esvaiu totalmente. Vejam. Leia você também e nunca mais verá a sua mente acomodar.</p>
<p style="text-align:justify;">Fico imaginando se quando a minha amiga me deu o livro ela previu o que ele viria a provocar nas pessoas. Com certeza, eu não havia previsto.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao cheiro, eu não fui a única que notei. Outras pessoas notaram quando leram. E não tenho mais medo de que ele se perca. Ele cumpriu a sua função.</p>
<p style="text-align:justify;">Ah, o livro&#8230; É o &#8220;A Vaca e o Hipogrifo&#8221; do Mario Quintana.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/436/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/436/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=436&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Depoimentos de seis hibakushas descritos com sensibilidade e riqueza de detalhes</title>
		<link>http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/06/30/depoimentos-de-seis-hibakushas-descritos-com-sensibilidade-e-riqueza-de-detalhes/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 12:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Hiroshima]]></category>
		<category><![CDATA[John Hersey]]></category>

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		<description><![CDATA[Hiroshima &#8211; 42 reais, Companhia das Letras, 172 páginas &#8211; não é que nem a maioria dos livros pós-guerra que relata mais a política da época do que o sofrimento obtido pelas sociedades. O autor chinês John Hersey foca a &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/06/30/depoimentos-de-seis-hibakushas-descritos-com-sensibilidade-e-riqueza-de-detalhes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=419&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<div id="attachment_422" class="wp-caption alignright" style="width: 267px"><a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/hiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-422" title="Capa do livro Hiroshima de John Hersey" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/hiro.jpg?w=257&#038;h=300" alt="" width="257" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O texto de Hersey apresenta sensibilidade nas descrições mais intensas</p></div>
<p>Hiroshima &#8211; 42 reais, Companhia das Letras, 172 páginas &#8211; não é que nem a maioria dos livros pós-guerra que relata mais a política da época do que o sofrimento obtido pelas sociedades. O autor chinês John Hersey foca a história de seis pessoas antes, no momento e depois da explosão da bomba atômica na cidade japonesa Hiroshima. O leitor pode acompanhar momentos duros aos quais os hibakushas, pessoas afetadas pela explosão, se viram passar.</p>
<p><span id="more-419"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Para escrever, o jornalista, um ano após a explosão da bomba, apurou os acontecimentos na cidade de Hiroshima durante quase 20 dias. Levou cerca de seis semanas redigindo o que acabaria sendo publicado em todo o espaço da edição da revista <em>The New Yorker</em> do dia 31 de Agosto de 1946. Foram vendidos, aproximadamente, 300 mil exemplares.</p>
<p style="text-align:justify;">Por tamanho interesse popular pela reportagem, foram feitas cópias do texto de Hersey, até o relato tomar a forma de um livro. O repórter voltou à cidade 40 anos depois para encontrar os sobreviventes Srta. Toshiko Sasaki, Dr. Masakazu Fujii, Sra. Hatsuyo Nakamura, Padre Wilhelm Kleinsorge, Dr. Terufumi Sasaki e Reverendo Kiyoshi Tanimoto com quem tinha conversado há quase meio século para adicionar ao seu texto o que acontecera com estas pessoas e, assim, poder publicar o livro.</p>
<p style="text-align:justify;">Hersey escreveu de forma a aproximar o leitor aos fatos de maneira mais humana. A reportagem não foi como outras tantas que lançaram dados sem escrúpulos. O universo da população de Hiroshima entra em nossas mentes e nos atordoa com o pensamento de que o ser humano não mede, muitas vezes, as consequências e que pode ser muito cruel. O jornalista imerge e comove seu leitor em histórias  como se ele tivesse experimentado àquilo, já que sua descrição é rica em detalhes.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Hiroshima</em> é o tipo de livro que nos marca com o sofrimento  dos sobreviventes. Cada detalhe aterroriza a quem lê e, diversas vezes, faz cair lágrimas. Hersey conta histórias que geram reflexões acerca da natureza humana. O que move o ser humano? Tanto para lançar uma bomba em uma cidade repleta de pessoas inocentes quanto para se proteger, se reeguer e tentar salvar outras pessoas atingidas.</p>
<p style="text-align:justify;">A reportagem de John Hersey é brilhante pela sutileza com que trata o assunto. Não ultrapassa a linha do sensacionalismo. Tampouco deixa de informar fatos intensos, como a da pele de um hibakusha descolando de sua carne quando estava dentro do rio para tentar aliviar a dor de suas queimaduras. O livro de Hersey é um excelente exemplo para os estudantes de jornalismo de boa apuração somado à sensibilidade.</p>
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			<media:title type="html">Capa do livro Hiroshima de John Hersey</media:title>
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	</item>
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		<title>Download de músicas é crime?</title>
		<link>http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/06/08/download-de-musicas-e-crime/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 15:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[download de músicas]]></category>
		<category><![CDATA[Marambaia]]></category>
		<category><![CDATA[Móveis Coloniais de Acaju]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Virtual]]></category>

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		<description><![CDATA[As mudanças que a música digital está gerando na cultura, na economia, na legislação, e na forma de pensar das pessoas por Giulia Batelli e Liz Mendes A cena é cotidiana: uma pessoa liga o computador, acessa a internet e, &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/06/08/download-de-musicas-e-crime/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=411&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><em>As mudanças que a música digital está gerando na cultura, na economia, na legislação, e na forma de pensar das pessoas </em></p>
<p style="text-align:right;">por Giulia Batelli e Liz Mendes</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>A cena é cotidiana: uma pessoa liga o computador, acessa a internet e, enquanto navega, “baixa” a nova música daquele artista que está em todas paradas de sucesso. Em seguida, transfere o arquivo para o mp3 player. Dificilmente ela pensará em quem ganha e quem perde com o que acabou de fazer, ou estará preocupada com uma batida policial.</p>
<p>Este comportamento se deve ao fato de que o Brasil, diferentemente de outros países, não possui leis que definam até que ponto o download deve ser considerado pirataria. Inclusive, este é um conceito que divide opiniões. “Se pirataria é caracterizada como a cópia de arquivo, a internet é puramente pirata. Ela nada mais é do que uma cópia de arquivos: a cada vez que você abre uma tela, ela tá copiando pro computador todos aqueles arquivos que tão em um outro lugar, armazenados”, explica o baixista da banda Móveis Coloniais de Acaju, Fábio Pedroza.</p>
<p><span id="more-411"></span></p>
<p>Alguns entusiastas da discussão dizem que o download é considerado pirataria pois infringe os direitos autorais. É<a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/fotopirataria1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-433" title="fotopirataria1" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/fotopirataria1.jpg?w=300&#038;h=243" alt="" width="300" height="243" /></a>o caso do jornalista de tecnologia, Henrique Martin: “O conceito de pirataria se baseia na questão dos direitos autorais, que precisam ser modificados”. Da mesma forma, Eduardo Borém, também integrante do Móveis, afirma que “a questão da perda do direito autoral em si, é um grande mito”.</p>
<p>O pensamento que desencadeia a briga vem de muito mais longe. Com o crescimento dos downloads (ilegais ou não), as vendas de CDs e DVDs têm diminuído insistentemente e as gravadoras começam a tomar partido na briga. Em geral, são elas quem mais lutam por leis que condenem quem faz o download ilegal. “Elas culparam na década de 70 o K7 pela queda do vinil, veio o CD e a mesma discussão”, comenta Fábio Pedroza.</p>
<p>O sociólogo Sergio Amadeu da Silveira, autor de um dos artigos [<em>A música na época de sua reprodutibilidade digital</em>] do livro <em>O Futuro da Música Depois da Morte do CD</em> [disponível gratuitamente em <a href="http://www.futurodamusica.com.br/">http://www.futurodamusica.com.br</a>]<em>, </em>apresenta o pensamento de imoralidade da pirataria que a indústria intermediária procura introduzir nas pessoas. Silveira menciona os vídeos que acompanham o início dos DVDs, em que comparam a pirataria com o roubo de um carro, de uma bolsa, e de qualquer bem material. Para levantar uma reflexão, o sociólogo questiona “Como, repentinamente, milhões de pessoas no mundo tornaram-se criminosas e imorais?”.</p>
<p>Há, ainda, quem culpe os preços e a disponibilidade dos produtos pela queda nas vendas. Desde a gravação de um CD até a venda, diversas pessoas estão envolvidas no processo, o que acaba resultando em um preço muito mais alto. Com a eliminação de intermediários, o preço de uma música digital pode ser menor.</p>
<p>Márcio Monteiro, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco, atenta para um outro problema: “Hoje em dia, as pessoas tem poucas opções de lugares para comprar CDs. A ganância das gravadoras em concentrar a venda de discos nas grandes redes de lojas (Americanas, Walmart etc.) desestabilizou o comércio de discos em lojas tradicionais”. Dessa forma, os downloads servem, principalmente, para aumentar o público. “Para o artista, quanto mais músicas suas forem baixadas, mais sua produção será conhecida”, explica.</p>
<p><strong>Indústria da adaptação</strong></p>
<p>Seguindo a máxima que diz “se não pode vencê-los, junte-se a eles”, a gravadora Trama criou uma vertente para trabalhar com o novo formato musical, o projeto Trama Virtual.</p>
<p>Os diretores da gravadora deixam claro, no chamado Manifesto Trama [publicado em <a href="http://www.trama.com.br/">http://www.trama.com.br</a>], que acima de tudo deve estar a música. O investimento do site se dá por patrocinadores que compram espaços publicitários e, com isso, financiam o trabalho de qualquer artista inscrito que estiver com arquivos disponíveis para download. Surge, assim, o chamado download remunerado: o usuário não paga e o artista recebe da mesma forma.</p>
<p>De contrato assinado com a gravadora Universal Records, a cantora Mariana Aydar acredita que “a internet mais ajuda do que atrapalha”. Para ela, o problema é que as pessoas ainda não aprenderam a lidar direito com a nova ferramenta.</p>
<p>“A internet é boa para as bandas pequenas, porque ela iguala o artista conhecido a quem está começando”, comenta o violonista Marcelo Lima, do grupo instrumental Marambaia. A não-distinção costuma incomodar os artistas que possuem carreiras consolidadas. Marcelo afirma que quem perde dinheiro são as gravadoras e os grandes artistas, enquanto o artista independente consegue um espaço para se lançar.</p>
<p><a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/fotopirataria2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-434" title="fotopirataria2" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/06/fotopirataria2.jpg?w=300&#038;h=233" alt="" width="300" height="233" /></a>Foi com um modelo semelhante ao do Trama Virtual que a banda inglesa Radiohead causou alvoroço em 2007. O CD “In rainbows” foi lançado como álbum digital e o internauta decidia quanto queria pagar por cada faixa, sem um valor mínimo estipulado. O formato digital foi o primeiro utilizado pela banda que também lançou o CD físico, um livro e um vinil duplo.<strong> </strong></p>
<p>Para Marcelo esse modelo funciona porque a banda já tem anos de estrada e um público fiel que se dispõe a pagar pelas músicas por já conhecer o trabalho e, também, porque dentro da cultura norteamericana ocorre a valorização de todo o processo envolvido na confecção de um CD.</p>
<p><strong>O futuro resgatando o passado?</strong></p>
<p>Muitos artistas, como Lenine que lançou seu mais recente álbum Labiata em CD, pen drive e LP, apostam na volta do disco de vinil. O violonista Marcelo Lima conta que se entusiasma na hora de comprar, abrir e olhar o encarte de um LP e comenta a possibilidade do vinil voltar “por conta da dificuldade de copiar” o material.</p>
<p>A comunicadora Simone Pereira de Sá, autora do artigo O <em>CD morreu? Viva o vinil!</em>, também presente no livro <em>O Futuro da Música Depois da Morte do CD, </em>diz ser curioso que ao mesmo tempo em que o download de músicas na internet cresce, o consumo do disco de vinil também aumenta. Sá explica que esse crescimento se deve a três fatores: o tocador de discos ter se tornado um instrumento musical para os DJs; a difusão do <em>Sleeveface</em> [ato de tirar fotos da composição do cenário de um encarte ou de uma imagem, em geral utilizando-se de LPs]; e, principalmente, o disco de vinil começar a ser visto como objeto de desejo. <em> </em></p>
<p>O jornalista Henrique Martin acredita na expansão da música digital pela facilidade com que vai para o celular e para o iPod, mas não compartilha do pensamento de que a indústria fonográfica irá acabar. Martin acrescenta que “ainda existe muita gente que compra CD e que precisa ser ‘guiado’ por gurus das gravadoras”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/411/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=411&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eis o Quem do José</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 13:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>Era tudo tão novo para José, que ele nem conseguia dizer se essa novidade era boa ou não. Estava só cumprindo seu papel, fazendo o seu trabalho tão pequeno. Pequeno não para ele, que ao anoitecer estava exausto, pequeno para quem via a obra pela porta afora. Um trabalho que o fazia acreditar que qualquer outra pessoa poderia substituí-lo mais cedo ou mais tarde.</p>
<p>O pensamento de ser substituível, apesar de lhe trazer angústia, não o deteve, não o fez perder o gás para trabalhar. Não tinha tempo de polir sua vaidade que, de tão pequena, parecia não existir.</p>
<p>Um projeto tão grande que estava se concluindo, e o excluindo do mérito. O nome do arquiteto ninguém esquece, mas o nome de José não há quem saiba. José quem? O José que passou argamassa nos tijolos, que cimentou a parede.  Aquele que dormia dentro do carrinho de mão no horário de almoço. O José que trabalhava assoviando as músicas do Roberto Carlos. E tornam a perguntar: José quem? Não importa que as pessoas o desconheçam. José Quem não só construiu com zelo, mas deixou sua marca de carinho na obra que tanto lhe deu orgulho por ter participado. José está cravado no coração do prédio. José Quem acabou se pintando da mesma cor da parede, de forma que ninguém nunca mais o viu.</p>
<p>O que José ignorou é que mesmo sendo anônimo ninguém lhe tirará sua importância. Não é nenhum outro nome que está ali, a não ser o dele.</p>
<p>50 anos depois, em que é preciso fazer uma reforma, o José se revela, cria curiosidade a respeito de seu nome escrito no pilar e, finalmente, sai do anonimato. José, um dos milhares que ajudou a erguer a capital. Porém o único a marcar para os outros a sua história.</p>
<p><a href="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/04/dsc03950.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-393" src="http://giuliabatelli.files.wordpress.com/2010/04/dsc03950.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p><em>~&gt;O Ministério do Meio Ambiente fez uma reforma em Abril de 2010, e foi encontrado o nome José em um dos pilares. </em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/391/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/391/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=391&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title></title>
		<link>http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/03/24/386/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 00:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giuliabatelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>

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		<description><![CDATA[Nenhum som chega aos seus ouvidos. Como se alguma barreira invisível os cobrisse completamente. Fica a perceber as ondas em seu copo de água, desenhadas pelo agudo da voz da palestrante. Lhe apetece o detalhe. É o detalhe que lhe &#8230; <a href="http://giuliabatelli.wordpress.com/2010/03/24/386/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=386&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nenhum som chega aos seus ouvidos. Como se alguma barreira invisível os cobrisse completamente. Fica a perceber as ondas em seu copo de água, desenhadas pelo agudo da voz da palestrante. Lhe apetece o detalhe. É o detalhe que lhe prende a atenção. Fica pensando o quanto as pessoas esquecem que a água se molda a partir das palavras. O que a voz aguda diz é menos importante do que a reação que ela gerará nas coisas e nas pessoas, pensa ele.</p>
<p style="text-align:justify;">O peso da platéia veio, assumidamente, só para vê-lo. Não há vaidade e nem arrogância no que fala. A brancura do seu cabelo revela a clareza de suas ideias. Sua paz interior se mostra no seu tom de voz e no ritmo de sua fala. Tem um olhar atento, mas que divaga.</p>
<p style="text-align:justify;">Imerso em pensamentos, fecha os olhos. Perde o controle do corpo. Sua cabeça pesa para frente. Quem dorme é o Leonardo, porém o Boff está sempre desperto para a vida.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p><em>-&gt;Crônica sobre o fato do Leonardo Boff ter, simpaticamente, dormido durante uma palestra do longo seminário Água e Cidadania, realizado em Brasília no último dia 23.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/giuliabatelli.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/giuliabatelli.wordpress.com/386/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=giuliabatelli.wordpress.com&amp;blog=7384054&amp;post=386&amp;subd=giuliabatelli&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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